Foto: Enfoque MS
As forças policiais brasileiras e bolivianas continuam buscando pela quadrilha que matou o soldado Marcelo Pimenta, lotado no Getam (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico) do 6º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Corumbá. Nas últimas horas, três criminosos foram localizados no país vizinho, sendo que um acabou morto no confronto e os demais presos em flagrante.
A morte do militar ocorreu na noite de terça-feira (30), durante uma ocorrência por disparos de tiros no Bairro Centro-América, em Corumbá. Nas diligências, a equipe abordou os ocupantes de um Fiat Argo, porém, houve resistência e confronto. No tiroteio, o soldado foi atingido na região do peito e braço. Foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa, onde não resistiu e morreu em seguida.
Cerca de 20 minutos antes do ataque ao policial, câmeras de monitoramento flagraram o mesmo Fiat Argo em Ladário, município vizinho a Corumbá, onde os ocupantes efetuaram mais de dez disparos contra o portão de uma residência. Um casal residente no local conseguiu escapar do atentado se escondendo em um veículo blindado. O motivo do ataque ainda é desconhecido.
Após o confronto e a morte do soldado, a Polícia Militar reforçou a segurança pública em Corumbá e iniciou uma força-tarefa para localizar os autores. Na ofensiva, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, um revólver e grande quantidade de munições. Uma pessoa que seria a responsável por manter o armamento foi preso e outro morreu após tentar agredir um policial. O Fiat Argo também foi apreendido.
Ainda segundo a apuração, os criminosos exibiram um fuzil de calibre 5.56 nas redes sociais após matarem o policial. No registro, um integrante cita: “Corumbá, Bolívia, Ladário, c* vermelho, irmão, que meter o c* com nós e passar na nossa frente, onde estiver, irmão, bala nova. Aí nossos brinquedos, assim que nós estávamos na terrinha branca e Ladário”.
A citação faz referência à facção organizada Comando Vermelho (CV), fundada no estado do Rio de Janeiro e que se espalhou pelo país e parte da América do Sul, atuando em crimes de contrabando, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros.
Por André Farinha


