Foto: Reprodução/24H News MS
Uma ossada humana encontrada na tarde deste sábado (27) em uma área de floresta de eucalipto às margens da rodovia MS-320, na zona rural de Três Lagoas, pode ser de um homem de 34 anos que estava desaparecido desde maio de 2023. O achado ocorreu durante a aplicação de defensivos agrícolas em uma área de reflorestamento.
Um trabalhador rural que realizava a aplicação de veneno para combate a formigas localizou um crânio humano em meio à vegetação e acionou a Polícia Militar Rural. Após o isolamento da área, os policiais realizaram buscas nas proximidades e encontraram o restante da ossada dispersa na mata.
Equipes da Polícia Civil e da Perícia Criminal foram acionadas para dar sequência aos trabalhos técnicos no local, que ocorreram no período noturno. Durante a perícia, foram encontrados documentos pessoais, uma Bíblia, peças de roupas em avançado estado de deterioração e um par de botinas próximos aos restos mortais.
De acordo com a consulta aos sistemas policiais, os documentos pertencem a Derlan José Pereira, um homem de 34 anos que estava desaparecido desde 2023. Conforme informações apuradas pelas autoridades, ele estava internado em uma clínica de reabilitação localizada nas proximidades da fazenda, mas teria fugido da unidade e não foi mais visto desde então.
A mãe do desaparecido informou na época que ele havia deixado a unidade de recuperação Peniel levando apenas a roupa do corpo, medicamentos e uma bíblia, itens que coincidem com os objetos encontrados na área.
Em uma das estruturas ósseas, os peritos identificaram pinos metálicos de fixação cirúrgica, elemento que pode auxiliar na identificação por exames antropológicos, necropapiloscópicos ou genéticos.
Apesar dos indícios encontrados no local, a Polícia Civil destaca que a identidade da vítima ainda não foi oficialmente confirmada. A confirmação dependerá dos exames de DNA que serão realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL).
O caso foi registrado como morte a esclarecer e segue sob investigação da Polícia Civil, que busca determinar as circunstâncias da morte e confirmar a identidade da vítima. A ossada estava fragmentada e dispersa, com ausência de partes anatômicas, o que torna o trabalho pericial ainda mais necessário para a elucidação do caso.
Por: Redação


